Audiência pública na Câmara é um sucesso
Como parte da comemoração por seus 10 anos, a Comissão de Legislação Participativa (CLP) realizou, nesta quinta-feira, audiência pública com membros do movimento Ministro Cidadão e com o auditor Rosendo Severo, candidato sugerido pela sociedade civil organizada para a vaga de ministro do TCU. Pela primeira vez, o movimento foi apresentado de forma institucional à Câmara dos Deputados, que vem acolhendo a iniciativa com grande receptividade. Compareceram à audiência parlamentares de oposição e da base governista, além de auditores do TCU e servidores da Câmara. Durante o evento, o líder do PSOL, deputado Chico Alencar, declarou o apoio do partido ao Ministro Cidadão.
Entre os expositores da audiência estavam o presidente da Auditar, Eduardo Dodd, a representante do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Jovita Rosa, a coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli, e o diretor-adjunto de Relações Intersindicais do Sindifisco Nacional, Luiz Bomtempo. A audiência foi conduzida pelo segundo vice-presidente da CLP, deputado Dr. Grilo (PSL/MG), que tratou de alimentar as esperanças de Severo. "Todas as candidaturas estão em fase inicial. Tem muita coisa ainda para acontecer. Depende muito do nome que vai surgir daqui porque, em um segundo momento, essa candidatura pode ganhar um corpo e ter um resultado positivo. A discussão tem de ser feita com toda a Casa posteriormente, disse o deputado.
Para os organizadores do movimento, o evento foi um sucesso. " A audiência superou as expectativas. Auditores e parlamentares debateram dentro da Câmara sobre o Ministro Cidadão, que já deixou de ser uma possibilidade remota. Na mesma semana, conquistamos a indicação do PPS, o apoio do PSOL e tivemos a honra de ter nossa primeira audiência pública como parte da comemoração dos dez anos da CLP", afirmou entusiasmado o presidente da Auditar, Eduardo Dodd.
Questões relevantes do controle externo
Rosendo Severo falou sobre sua experiência em controle externo, comentou sua trajetória no TCU e apontou alguns dos aspectos nos quais a atuação do Tribunal pode melhorar, como a necessidade de maior transparência nos processos. “Nosso objetivo é que todos os processos do TCU sejam acessíveis. A sociedade precisa desta transparência", afirmou Rosendo. O auditor também afirmou que atualmente o TCU trabalha preponderantemente em cima de despesas, mas que seria importante atuar sobre os possíveis ralos por onde os recursos escoam antes de chegar aos gestores públicos. "A receita pública, que é arrecadada, é a forma que o dinheiro entra para ser gasto. Então, as funções do tribunal e as necessidades de aperfeiçoamento são muitas", disse Rosendo.